A votação do Projeto de Lei
Complementar 137/09 que trata da autonomia da Defensoria Pública foi
mais uma vez adiado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do
Senado, que deveria ocorrer nesta quarta-feira (19/08). O senador
Wellington Salgado (PMDB-MG), teve seu requerimento de audiência pública
para discussão do tema aprovado, o que faz com que a matéria não
entrasse em votação.
Esta
é a segunda vez que o projeto entra na pauta do CCJ e não é votado. O
relator do projeto de autoria da presidência da república, senador
Antonio Carlos Valadares (PSB – SE), tentou argumentar da necessidade de
votar o projeto e de sua importância. Segundo ele, por várias vezes
diversos defensores e entidades vieram acompanhar a votação que não
ocorreu, e que o projeto tem uma importância grande para o país.
Entretanto,
o presidente da CCJ Demóstenes Torres (DEM-GO), disse que não poderia
“desmoralizar” a comissão e que uma vez já aprovado o requerimento de
audiência pública, não poderia retroceder e desautorizar o pedido do
senador Wellington Salgado. Antonio Carlos Valadares, defensor da causa
da Defensoria Pública, protocolizou um requerimento de urgência para que
esta audiência pública seja marcada o mais rápido possível.
Execução Penal
Na
pauta da CCJ do Senado também estava o projeto de Lei encaminhado pela
Câmara dos Deputados, que altera a Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984.
Com a lei, a Defensoria Pública se tornaria mais um órgão de execução
penal e prestação de assistência judiciária integral e gratuita.
Aprovada,
a lei estabelecerá a obrigatoriedade da assistência gratuita e
integral, dentro e fora dos estabelecimentos penais pela Defensoria
Pública, o que inclui internos e seus familiares que não tenham como
pagar um advogado. Para isso, as unidades da Federação deverão prestar
auxílio estrutural, pessoal e material ao órgão. Além disso, deverá
incluir a Defensoria Pública na lista de órgãos da execução penal e
torná-la integrante do Conselho Nacional de Política Criminal e
Penitenciária. Prevê também a presença de defensores públicos no
Conselho Penitenciário e no Conselho da Comunidade.
O
relator do projeto, senador Osmar Dias (PDT – PR) fez seis emendas ao
projeto que passou por duas votação nominais, uma para o projeto e outra
para as emendas. O senador Aloizio Mercadente (PT –SP), ressaltou que o
projeto “traz inovações importantes no acesso à justiça”. Ele destacou
que o país tem cerca de 446.00 presos e que 90% não tem condições
financeiras para ter atendimento jurídico particular. Ainda sobre o
projeto, se mostrou contrário às emendas, o que após suas argumentações,
o senador Osmar Dias acatou-as e pediu para fazer um novo relatório
sobre o projeto, que deve entrar novamente em pauta na próxima reunião.
(Fonte: http://www.adepmg.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1481:votacao-da-plp-13709-e-adiada-na-ccj-do-senado&catid=37&Itemid=123)
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